sábado, 25 de agosto de 2012

Conheça causas e sintomas do bruxismo

 

Fique atento aos sinais e combata o problema

Por Colgate - publicado em 25/01/2010


O que é Bruxismo?

Bruxismo: sinais e sintomas

Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo - um ranger ou um forte apertar dos dentes.

O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados.

Eventualmente, o bruxismo pode acarretar a destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva. O Bruxismo também pode levar a problemas que envolvam a articulação da mandíbula, como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).

Como Saber Se Tenho Bruxismo?
Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Estas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo.

Para outras pessoas, é quando fazem um exame dental rotineiro e descobrem que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.

Outros potenciais sinais de bruxismo incluem dor na face, na cabeça e no pescoço. Seu dentista é capaz de fazer um diagnóstico preciso e determinar se a origem da dor facial é causada por bruxismo.

Como o Bruxismo é Tratado?

O tratamento apropriado dependerá do que está lhe causando o problema. Fazendo perguntas apropriadas e examinando detalhadamente seus dentes, seu dentista pode lhe ajudar a determinar se a fonte potencial de seu bruxismo. Com base no grau dos danos causados a seus dentes e a causa provável, seu dentista poderá sugerir:

-O uso de um dispositivo quando dormir. Feito sob encomenda pelo seu dentista e ajustado aos seus dentes, o dispositivo encaixa-se sobre os dentes superiores e os protege de se triturarem com os dentes inferiores. Apesar de o dispositivo ser uma boa maneira para lidar com bruxismo, ele não é uma cura.
Encontrando meios de relaxamento. A tensão cotidiana parece ser uma das causas principais do bruxismo, e não importa o que seja que reduza a tensão, pode contribuir - ouvir música, ler um livro, fazer um passeio ou tomar um banho.

Procurar alguma terapia auxiliará no aprendizado de meios eficazes de controlar situações estressantes. Adicionalmente, se aplicar uma toalhinha morna e molhada no lado de sua face isto poderá ajudar a relaxar os músculos doloridos devido à pressão exercida.

Reduzindo a "exposição" de um ou mais dentes para igualar sua mordida.

Uma mordida anormal, no qual os dentes não se ajustam bem, também pode ser corrigido com restaurações, coroas ou ortodontia.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2010 Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.

Evite oito hábitos que deixam os dentes sensíveis

 

 

Alimentos ácidos e recessão da gengiva podem agravar as dores

 
Por Letícia Gonçalves - publicado em 25/10/2012
Quando a sensibilidade dos dentes ataca, nada de refresco gelado ou café quentinho - qualquer variação de temperatura pode ser suficiente para causar dores. Isso acontece quando o esmalte do dente é desgastado e deixa a dentina exposta. "Dentina é a camada que possui prolongamentos do nervo e provoca dores quando fica desprotegida", conta a odontologista Ivany Kabbach, da clínica Smile Again em São Paulo.

O problema é que essa sensibilidade pode ficar ainda pior com alguns maus hábitos, que vão além de comer alimentos muito quentes ou frios. No dia da Saúde Bucal (25 de outubro), fique atento ao que os especialistas recomendam para passar longe desse desconforto nos dentes.
 
 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Seu filho respira pela boca enquanto dorme?







Criança que respira pela boca...
...corre o risco de acabar com déficit de atenção e hiperatividade, dificuldade de aprendizado e até problemas de crescimento

Sete da manhã — o pequeno, que já deveria estar de pé, mal consegue sair da cama. Está sonolento, cansado demais para ir à escola. Os pais insistem, a criança se esforça e, na sala de aula, aparecem as sequelas da noite mal-dormida: ela fica apática ou irritada, sem prestar atenção em nada. Se o seu filho anda passando por isso, olho atento ao narizinho dele. Os médicos estão cada vez mais convencidos de que esse órgão essencial para a nossa respiração, se não utilizado adequadamente, pode estar por trás de um inesperado efeito dominó. "Quando as crianças respiram pela boca, o cérebro recebe pouco oxigênio, o que prejudica a capacidade de atenção e o rendimento escolar", afirma o otorrinolaringologista Manuel de Nóbrega, da Universidade Federal de São Paulo. 

Essa relação é tão estreita que uma pesquisa inédita, realizada na Universidade de São Paulo, revela que a respiração bucal pode desencadear ou agravar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças. A ortodontista Carolina Marins, autora do estudo, confirmou o elo após acompanhar meninos e meninas com o problema (veja a nota: parece até outra menina). "Aqueles que voltaram a respirar pelo nariz apresentaram uma melhora impressionante no desempenho escolar e no quadro de TDAH", conta ela. 

É bom que fique claro: nem toda criança que respira pela boca está fadada a ter déficit de atenção e hiperatividade. "Cada coisa é uma coisa, e apenas em alguns casos os dois problemas estão relacionados", alerta a fonoaudióloga Janete Barbosa, de Porto Alegre, que há 20 anos cuida de crianças com a síndrome da respiração bucal (SRB). Como os dois distúrbios comprometem o aprendizado infantil, muita gente se confunde. Daí, ela sugere um time de especialistas para fazer o diagnóstico correto. 

O psicólogo ou o psiquiatra podem confirmar se é mesmo um caso de TDAH. Já o otorrinolaringologista, o odontopediatra e o fonoaudiólogo irão investigar o que está impedindo o pequeno de respirar pelo nariz. "Às vezes, pode ser um simples mau hábito, de quando a criança chupava o dedo ou tomava mamadeira", diz Janete. 

As causas ainda podem ser orgânicas — desvio de septo e crescimento do tecido que reveste as cavidades nasais, conhecido como adenoide — ou funcionais, quando deflagradas por rinite, sinusite e alergias respiratórias. "Em todas essas situações, o ar não passa livremente pelas vias aéreas superiores e a criança compensa aspirando pela boca", diz Manuel de Nóbrega. 

Agora, imagine a consequência de respirar de modo incorreto, dia após dia. "A criança pode ter dificuldade de deglutição, mastigação errada, a arcada superior tende a se projetar para a frente e a inferior para trás", explica Carolina. Não é de admirar que até a aparência dos pequenos muda com o tempo — os músculos da face ficam flácidos, o rosto alongado, o olhar caído e a boca entreaberta. Sem oxigênio suficiente, o crescimento também é afetado. "No final das contas, é imenso o prejuízo para a socialização e o desenvolvimento do pequeno", observa a psiquiatra Kátia Mathias, do Rio de Janeiro. 

Mas calma, porque é possível reverter tudo isso — com a ajuda de vários profissionais, como já explicamos. "Cada um em seu campo vai avaliar como corrigir o problema e os efeitos da SRB", conta Carolina. A duração do tratamento depende do caso em questão, assim como a indicação de aparelhos ortodônticos, cirurgia e acompanhamento fonoaudiológico. Ah, é preciso lembrar que, depois disso tudo, a síndrome pode persistir mais um pouco. Aí, a culpa é do cérebro. "Ele leva algum tempo para se adaptar à mudança", entrega Janete. Mas, com paciência, o menino ou a menina logo voltará a usar o nariz para a nobre função de respirar.
De olho na boca 
É com a ajuda dos lábios — e não das narinas — que o respirador bucal absorve o ar que vai para os pulmões. Note como fica a criança com esse problema: 

• Mantém a boca aberta na maior parte do tempo 
• Dorme mal e ronca 
• Sente sonolência e irritação 
• Articula mal as palavras 
• É desatenta e tem baixo rendimento escolar

www.educarparacrescer.com.br 

fotos Eduardo svezia

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Posturologia







Pesquisas permitem constatar que alterações na boca modificam a postura assim como o equilíbrio postural.
A relação entre a boca e postura e seus efeitos álgicos (dores) ou disfunção postural pode ser medida. O equilíbrio postural é analisado na plataforma estabilométrica, através de estímulos sobre a boca, onde serão observadas alterações sobre os pés.
Faça sua avaliação na Solla Posturolgia e descubra mais sobre sua postura.


O tratamento ortodôntico pode sim modificar a postura. É importante ressaltarmos que assim como a boca (manducatório), pés, olhos, pele, ouvido interno e os centros superiores (sistema nervoso central) também agem sobre a regulação e manutenção da postura. Portanto, devemos avaliar e tratar globalmente.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Eu já havia falado sobre Invisalign nesse post! Minha colega Dra.Trygvy - Clínica Oca - SP


Invisalign


Meus dentes e o Invisalign

25.07.2012
Em: Boca
“Me formei” no aparelho! Demorei muito para escrever esse post porque queria esperar o tratamento terminar para contar tudinho. Então aí vai, minha experiência com o aparelho de dentes Invisalign:
Nunca usei aparelho fixo na infância, só móvel. Mas, um tempo atrás, comecei a notar que meus dentes estavam entortando. Não cogitava colocar aparelho de novo, até que em uma conversa com meu dentista da vida toda, Dr. Marcelo Kignel, no começo do ano passado – com o meu casamento no horizonte (isso sempre influencia no embelezamento haha!) – apareceu essa ideia. Basicamente ele sugeriu dar um tapa geral nos meus dentes. Além do tortinho, uma coisa que sempre me incomodou no meu sorriso era a gengiva um pouco desigual nos dois dentes da frente (família & amigos falam que sou exagerada, mas né, incômodo é incômodo). Então o plano foi 1) corrigir a gengiva (bico, um cortinho que nem senti) e 2) colocar o Invisalign.
Dr. Kignel é muito fã do método Invisalign – aliás, o consultório dele é o maior “colocador” do aparelho no Brasil (e nem um gigaconsultório) – e não demorou muito para me convencer. “O Invisalign é o sonho de todo mundo que precisa colocar aparelho depois da adolescência: não aparece, não dói e não te deixa com cara de criança. E dá para beijar sem problemas!” De fato a questão estética contava muito para mim – como minha preocupação era mais visual e menos “questões de mordida” ou coisas mais saúde, acho que teria ficado com o dente tortinho se a única opção fosse colocar o fixo tradicional. Mais do “Invisa”, como eu apelidei: o dentista faz um projeto virtual da sua boca para mensurar as mudanças e ter noção de como vai ficar, e hoje em dia o aparelho é capaz de realizar todos os movimentos que o fixo faz (no começo era mais restrito). Ele é uma placa fina e transparente que encaixa no dente, realmente quase invisível. E é ”fixo móvel”, ou seja: a recomendação é tirar apenas para comer ou beber coisas quentes. Ele é fabricado nos EUA e a cada duas semanas chega uma nova plaquinha – elas vão fazendo os movimentos determinados pelo dentista, então não existe apertar o aparelho, você troca de placa.
Então… como foi?
A moldagem é dureza! É um pouco diferente da moldagem do aparelho móvel tradicional, usa outro material, é mais agressiva, detonou os cantos da minha boca… mas ok, sobrevivi! E só precisa fazer uma vez – com isso eles executam o 3D virtual da sua boca e vão construindo as plaquinhas. Aí entram em cena os attachments: são como os brackets do aparelho fixo, mas branquinhos, bem discretos e não vão em todos os dentes. Eu tinha uns 3 em cima e 4 embaixo, já nem lembro mais, e todos nos dentes mais de trás. Só olhando com muuuita atenção alguém nota os tais attachments – e é neles que o aparelho encaixa.
Coloquei meu Invisa na véspera do Carnaval do ano passado e vou ser sincera, os dois primeiros dias foram um pouco chatos. Apertou um bocado, me deu dor de cabeça (coisa que nunca tenho), e aí se tirava para aliviar, os attachments detonavam minha boca. E comer foi meio estranho também. Mas juro, passado esse breve tempo de adaptação, nunca mais tive problema. A boca acostumou e eu também, tanto que comecei a sentir falta do Invisa quando esquecia de usar (pra dormir então… terrível, aliás estou até hoje dormindo com uma plaquinha de contenção).
Uma vantagem muito engraçada do Invisa é que ele te desmotiva a comer por impulso – na redação eu tendo a comer bobagem o dia todo, chocolate, polvilho, biscoito, sucrilhos etc etc etc, aquela “fome de ansiedade” de ficar sentada na frente do computador sabem? Mas dá uma preguiça ter que ir no banheiro tirar o aparelho, comer, voltar no banheiro, escovar o dente e recolocar o aparelho….. Então foi ótimo porque super emagreci, e era bem na época pré-casamento ahahhaha! Outra vantagem é o aspecto fixo móvel – por mais discreto que ele seja, é legal ter a liberdade de tirar para ir a um jantar ou uma festa.
Eu não sou muito de sorrir em fotos (já notaram? Não sei porque desenvolvi essa mania, deve ter algo a ver com o fato de não amar meu sorriso além de achar meio estranho sorrir de batons vibrantes, que uso muito…), mas em nome da “reportagem comportamental” apareci num programa de TV com ele (!) e também fiz um vídeo da TV Beauté usando, pra fazer a experiência.
Hahahaha onde está a dignidade!! O momento “mostrando o aparelho” no começo é realmente algo…
Também achei essa foto (cara meio panaca, mas ok), que mandei no Twitter assim que coloquei
No dia a dia, acho que só quem já usou, também usava ou estava interessada em dentes percebia que eu estava de Invisa, era bem raro alguém comentar/perguntar. Detalhe: para o casamento eu fiz uma pausa, tirei os attachments para ficar sem nada de “interferências externas” no dente e na volta da lua de mel recoloquei. Mas só porque era casamento, você vai ter as fotos para sempre etc etc, foi um preciosismo mesmo.
Que mais… a manutenção era bem simples, só tinha que passar no dentista para pegar a plaquinha nova a cada duas semanas (coisa de 5 minutos), sendo que às vezes pegava as próximas duas para facilitar, e limpar todo dia. Eu sentia apertar mais se não tinha me dedicado tanto ao uso nos dias antes de trocar (acontece), mas nada exagerado. O processo total durou tipo 1 ano e 3 meses – depois que acaba dá para fazer um “refinamento”, e aí também fiz alguns ajustes nos dentes com porcelana para dar o toque final. Por fim, moldei para ficar com as placas de contenção só para dormir, porque realmente hoje sinto falta de dormir sem nada na boca! Parece que fico rangendo os dentes, sei lá.
E é isso!!! Esse post ficou enorme, mas acho que para quem tinha interesse/curiosidade é legal saber a experiência toda né? Eu amei ter usado… e bom, não é para ficar repetindo a foto by Garance Doré, mas é a única que tenho boa sorrindo aqui na redação para ver o resultado do tratamento completo:
Para quem quiser mais infos, o contato do meu super e querido dentista Dr Marcelo Kignel é: 3062-3777, site clinicakignel.com.br
Só vou ficar devendo preço porque varia de pessoa para pessoa!
Fonte:http://vogue.globo.com/diadebeaute/2012/07/meus-dentes-e-o-invisalign/

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A boca no centro das atenções


A medicina não reparava muito nela e a odontologia cuidava apenas dos problemas localizados. Agora, as duas disciplinas se uniram para estudar a relação entre a saúde da boca e o que acontece no restante do organismo. E vice-versa

Aretha Yarak
Escovar os dentes, usar o fio dental e visitar o dentista a cada seis meses ajuda a evitar inflamações nas gengivas - problema que pode estar relacionado com outras doenças sistêmicas
Escovar os dentes, usar o fio dental e visitar o dentista a cada seis meses ajuda a evitar inflamações nas gengivas - problema que pode estar relacionado com outras doenças sistêmicas (iStockphoto)
Placas dentárias podem aumentar em até 80% os riscos de uma morte prematura causada por câncer. O alerta, publicado recentemente no periódico British Medical Journal, é apenas o mais recente de uma série de estudos que vêm movimentando a odontologia e a medicina. Recentemente, o avanço na tecnologia de detecção de doenças e um movimento realizado pela classe odontológica "para trazer a boca de volta ao corpo” — ou seja, estudar sua relação com o resto do organismo — alavancaram o número de estudos que relacionam as duas áreas. Como resultado, foi desvendada uma série de relações entre infecções que ocorrem na boca e problemas cardiovasculares, diabetes, obesidade, câncer, osteoporose, parto prematuro e nascimento de bebês abaixo do peso. 

Saiba mais

DOENÇA PERIODONTAL
A infecção crônica de origem bacteriana que atinge a gengiva e os tecidos dos dentes. A doença é causada pelo acúmulo de bactérias entre os dentes e a gengiva, e pode levar à perda dentária. Problema dentário mais comum em adultos, a periodontite é ainda uma das doenças inflamatórias crônicas mais comuns no mundo. Sua forma inicial, e mais comum, é a gengivite, caracterizada por uma inflamação leve das gengivas — que ficam avermelhadas, inchadas e chegam a sangrar. A evolução da doença pode levar anos, causando a perda de tecido de suporte do dente — como o ósseo —, o que acaba por ocasionar a perda de um ou mais dentes.
A ideia de relacionar a saúde bucal com problemas em outras áreas do corpo surgiu no início do século XX. Nessa época, acreditava-se que infecções com origem na boca poderiam ser a causa direta de outras doenças – nascia aí a tese da infecção focal. "Foi uma catástrofe, várias pessoas tiveram os dentes arrancados desnecessariamente. A odontologia acabou sendo desconsiderada pela medicina", diz Giuseppe Romito, professor titular de periodontia da Universidade de São Paulo. Acreditava-se, sem qualquer base científica, que arrancar os dentes com problemas evitaria que a infecção fosse disseminada.
Segundo o especialista, a meta agora é fazer com que a boca volte a ser entendida como uma parte integrante do corpo. Em outras palavras, os dentistas vêm tentando provar cientificamente que o que acontece dentro da boca tem uma relação direta com o funcionamento de todo o organismo.
Prova científica — Foi apenas na década de 1970, quando o dentista americano Steven Offenbacher realizou pela primeira vez um teste clínico que ligava processos inflamatórios na boca com a ocorrência de parto prematuro, que a relação boca e corpo começou a ser levada a sério novamente. Teria início, então, uma caçada científica por quaisquer relações com as demais inflamações do corpo. Dezenas de estudos conseguiram confirmar os achados de Offenbacher e encontraram ainda conexões dos males bucais com diabetes, doenças cardiovasculares, pulmonares, de próstata, osteoporose e câncer.
Quando começou suas investigações, Offenbacher pôde estabelecer apenas uma relação epidemiológica entre as inflamações na gengiva causadas por bactérias e parto prematuro. Hoje, no entanto, uma série de estudos conseguiu provar com mais precisão a relação entre essas duas condições. Em uma pesquisa publicada em 2007 no Journal of Periodontology, o especialista mostrou que quanto mais cedo se der a exposição às bactérias, maiores serão os riscos do parto prematuro. Nos dados coletados por Offenbacher, descobriu-se que a exposição com 32 semanas de gestação aumentava os riscos de parto prematuro 3,7 vezes. Com 35 semanas, o risco aumentava duas vezes.

Efeito cascata — As infecções bucais podem causar prejuízos aos demais órgãos por dois processos inflamatórios diferentes. No primeiro e mais simples, as bactérias alojadas na gengiva se deslocam pelo organismo e se instalam em determinados órgãos, prejudicando seu funcionamento. Nesse caso está o mais conhecido dos problemas, e o único que é, de fato, causado diretamente pela inflamação na boca: a endocardite bacteriana. "A bactéria da gengiva viaja pela corrente sanguínea até as veias coronárias (que levam sangue ao coração) e se alojam ali, infeccionando a membrana da válvula", diz Rodrigo Bueno de Moraes, periodontista e consultor da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Em abril deste ano, a Academia Americana do Coração (AHA, sigla em inglês) publicou um artigo no periódico médico Circulationconfirmando que existe, de fato, uma associação entre a doença periodontal e a arteriosclerose (endurecimento das artérias). Apesar da relação, não é necessário que pessoas com boa saúde procurem um cardiologista a cada inflamação na gengiva. 
Há uma segunda maneira pela qual as doenças bacterianas que ocorrem na boca repercutem em outras partes do corpo. Enquanto luta para exterminar as bactérias invasoras que tiveram origem na boca, o sistema imunológico libera diversas substâncias no organismo. Isso causa um desequilíbrio químico, elevando os níveis de substâncias que interferem no funcionamento de órgãos, do metabolismo e de sistemas inteiros do corpo. É o caso, por exemplo, do diabetes. O processo inflamatório na gengiva não causa a doença, mas ajuda a desequilibrar o balanço químico do organismo, dificultando, assim, o controle dos níveis de glicose. Mas a relação entre as condições é uma via de mão dupla. O diabetes, por si só, pode piorar quadros de inflamação gengival.
Em pesquisa publicada no periódico The Journal of the American Dental Association (JADA), o pesquisador IB Lamster descobriu que conforme o índice glicêmico de pacientes com diabetes perdia o controle, os efeitos colaterais da doença nas inflamações da gengiva ficavam mais sérias. Esse mesmo desequilíbrio químico pode estar relacionado ainda com problemas como câncer, parto prematuro e nascimento de bebês abaixo do peso, artrite reumatoide e obesidade. Prestar atenção ao que acontece na boca, está provado, pode ser não só uma boa maneira de evitar doenças, mas também detectá-las.

Fuja das bactérias

Dados epidemiológicos estimam que 90% da população mundial têm gengivite e que 30% têm doença periodontal. Para manter a boca livre das bactérias é preciso escovar os dentes e usar o fio dental, no mínimo, duas vezes por dia. “Não adianta repetir o procedimento dez vezes, se você não escovar ou limpar corretamente”, diz Romito. É recomendado ainda que se faça visitas semestrais ao dentista, com realização de exames de sonda (análise da gengiva) e de raio-X (análise dos ossos do maxilar). O procedimento é protocolar e deve ser pedido em toda consulta de rotina. Alguns materiais, porém, oferecem maior proteção, como, por exemplo, a escova interdental. Ela é mais eficaz que o fio dental para limpeza entre os dentes. Existe também a escova de tufo único, que costuma ser indicada para pacientes que têm doenças periodontais, como um complemento à escova comum.

Sinal de alerta

Mesmo quem mantém uma disciplina exemplar de limpeza dentária corre o risco de deixar algum canto mal limpo, dando brecha para a infestação de bactérias. Segundo dentistas, é difícil conseguir deixar a boca completamente limpa - por isso, a importância da visita regular ao dentista. “É importante lembrar ainda que o fio dental não remove apenas a sujeira entre os dentes. Ele também retira as placas bacterianas”, diz Rodrigo Bueno de Moraes, da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Sangramentos durante a escovação ou o uso do fio dental são indícios de uma possível inflamação – e não de uma limpeza feita de maneira errada.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

HPV está em sete em cada dez casos de câncer de boca, faringe e laringe

 

Pesquisa avaliou 1.475 pacientes com tumores na cabeça e pescoço. Sexo oral é a principal forma de transmissão


iG São Paulo , com Agência Fapesp |


Getty Images
Sexo oral sem camisinha seria a principal via de transmissão do HPV

Um novo estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública da USP mostra que 72% dos casos de câncer de cabeça e pescoço apresentam o vírus HPV, transmitido principalmente em relações sexuais desprotegidas.




Os especialistas alertam que a relação entre este vírus e os tumores nas línguas, garganta e faringe se dá por meio do sexo oral sem camisinha. A nova pesquisa, divulgada pela Agência FAPESP, foi feita com 1.475 pacientes brasileiros.




“Fizemos dois tipos de testes para verificar a prevalência da infecção pelo HPV entre os 1.475 pacientes: sorologia e análise de DNA”, afirmou Rossana Verónica Mendoza López, autora da análise.

Considerando os resultados apenas para o HPV do tipo 16 – o mais relacionado ao desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço entre os 200 tipos de vírus existentes –, a prevalência de casos positivos entre os pacientes do estudo foi de 72%. Nas avaliações mais antiga, feitas entre os anos 1998 e 2003, o índice encontrado foi de 55%, um aumento de 17 pontos porcentuais.




Menos letal

Ao analisar a sobrevida dos pacientes, os cientistas observaram que, entre aqueles que apresentaram resultado positivo para o HPV, a mortalidade foi 38% menor.

“Estudos internacionais têm mostrado que o HPV tem mais relação com tumores de orofaringe. Os resultados de nosso estudo sugerem, portanto, que os casos de câncer de cabeça e pescoço com presença de infecção por HPV apresentam maior sobrevida, ou seja, são de melhor prognóstico. Mas ainda não sabemos ao certo o motivo”, ressaltou López.




Segundo Victor Wünsch Filho, professor e orientador da pesquisa, o perfil demográfico e de hábitos de vida dos pacientes que apresentaram resultado positivo para o HPV 16 é uma possível explicação para o melhor prognóstico.

“Eles formam um grupo de pacientes mais jovens, com maior proporção de mulheres e menor proporção de fumantes. Esses dados merecem uma análise mais aprofundada”, disse Wünsch.

Segundo López, embora as evidências apontem que o HPV esteja se tornando uma causa mais comum de câncer de cabeça e pescoço, o consumo de tabaco e de álcool ainda responde pela maioria dos casos.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A longa história da cárie




Fernando Reinach

Muita coisa melhorou na vida do Homo sapiens nos últimos 20 mil anos, mas uma piorou: a quantidade de cáries. É o que concluiu um grupo de dentistas, antropólogos e arqueólogos.
Saber se diabete ou hipertensão eram frequentes na Idade da Pedra Lascada é praticamente impossível. Esqueletos, ruínas e artefatos são tudo de que dispomos para entender como era a vida de nossos ancestrais.
Algumas vezes encontramos ossos quebrados e marcas de pancadas nos crânios, o que permite avaliar o nível de violência ou os acidentes do no dia a dia. Mas talvez nunca venhamos a saber a incidência de doenças metabólicas ou a prevalência da obesidade.
Mas, se essa ignorância incomoda os médicos, os dentistas têm mais sorte. A quantidade de fósseis de crânios humanos é enorme. Muitos se dedicam a verificar o estado dos dentes de nossos antepassados, correlacionando seus achados com a época em que viveram, seus hábitos alimentares e a idade de cada um.
Nossos parentes distantes, os macacos, dificilmente apresentam cáries durante a maior parte de sua vida. Elas e outras doenças dentárias só aparecem no final da vida e são sinal de envelhecimento.
O que sabemos dos dentes de nossos ancestrais mais antigos vem do exame de crânios de humanos que viveram antes do desenvolvimento da agricultura. Examinando mais de mil crânios dessa época, foi constatada pelo menos uma cárie em só 2% dos indivíduos. Eram coletores e caçadores, comiam raízes, frutos, sementes duras e um pouco de carne.
O estado dental começou a piorar há 13 mil anos, no Neolítico, quando surgiu a agricultura. Nessa amostra de crânios, 9% deles possuíam uma cárie. Nessa época o consumo de grãos moídos, ricos em carboidratos, começou a fazer parte da dieta humana. Muito depois, tanto no Egito (há 3,3 mil anos) quanto nos crânios de aborígenes australianos (há uns 70 anos), a quantidade de cáries era próxima a 2%, mas esses povos não haviam adotado completamente a dieta rica em grãos típica das civilizações que adotaram a agricultura.
Açúcar. Nas populações europeias, há até 4 mil anos, a quantidade de crânios com cáries era de 10%. Há cerca de 2,3 mil anos, Alexandre, o Grande, trouxe o açúcar à Grécia. A quantidade de cáries aumentou lá, em Roma e depois em toda a Europa durante a Idade Média. O mesmo ocorreu na Inglaterra, quando, após a conquista das Índias, os navios trouxeram grandes quantidades de açúcar. O imposto sobre o açúcar foi reduzido em 1874 e o consumo explodiu. A partir desse momento, mais de 90% dos crânios ingleses possuem múltiplas cáries em quase todos os dentes.
Nessa época a alta incidência de problemas dentários fez com que as pessoas passassem a limpar os dentes: surgiram escovas, pastas, dentistas. Essa nova tecnologia estancou a incidência de cáries, que estabilizou em nível alto (50% a 90% das pessoas com cáries) na a Europa até meados do século 20. Em 1970, foi introduzido o flúor na água, o que melhorou um pouco a situação. Agora, no início do século 21, pela primeira vez a incidência está aumentando novamente.
A introdução de carboidratos purificados (amido) e solúveis (açúcar) em nossa dieta é provavelmente o grande culpado pelas cáries. Esse estudo é um bom exemplo de como a evolução tecnológica da humanidade é muito mais rápida que a biológica.
Nossa espécie viveu por milhões de anos comendo raízes, frutas, grãos e carne. Sobreviveram os indivíduos com dentes que resistiam nesse ambiente, mesmo sem higiene bucal. Mas o homem descobriu a agricultura e, com ela, carboidratos fáceis e baratos. E começou a consumi-los, apesar de seus dentes não estarem adaptados. Os dentes passaram a apodrecer rapidamente, o que deveria ter pressionado a população a comer menos destes alimentos. Mas novas tecnologias, como a escova e a dentadura, livraram-nos da pressão seletiva, a força maior da evolução.
A lição é simples: qual a melhor dieta para o ser humano? Aquela para a qual fomos selecionados durante milhões de anos, a dos que viveram antes da descoberta da agricultura.
* BIÓLOGO

MAIS INFORMAÇÕES: AN EVOLUTIONARY THEORY OF DENTISTRY. SCIENCE,  VOL. 336,  PÁG. 973,  2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Arco em " Z "


Um dos princípios da Terapia Bioprogressiva é o tratamento com arcos seccionados.Arco seccionado " Z " administra os movimentos do canino e do primeiro molar conjuntamente,através de 6 ativações,mergulhando os dentes dentro do osso esponjoso mais vascularizado,facilitando o deslocamento em blco pra distal. 
Tempo de uso:  3 1/2 meses.Paciente,extremamente,colaborador!