terça-feira, 19 de junho de 2012

Arco em " Z "


Um dos princípios da Terapia Bioprogressiva é o tratamento com arcos seccionados.Arco seccionado " Z " administra os movimentos do canino e do primeiro molar conjuntamente,através de 6 ativações,mergulhando os dentes dentro do osso esponjoso mais vascularizado,facilitando o deslocamento em blco pra distal. 
Tempo de uso:  3 1/2 meses.Paciente,extremamente,colaborador!




Cárie e lesõesde mancha branca durante o tratamento ortodôntico











Quais os conceitos mais atuais sobre cárie e o que são as lesões de mancha

branca ou cavitações que podem aparecer durante o tratamento ortodôntico?

Quais os estados da arte em relação aos métodos de prevenção de cárie

durante o tratamento ortodôntico e condutas com relação às manchas

brancas e lesões de cárie mais avançadas?

Rosely Suguino







Introdução

Inicialmente gostaría de dividir a pergunta em duas partes, devido
à complexidade das respostas. Iniciarei tecendo considerações
sobre a primeira parte da questão.
Durante as duas últimas décadas temos presenciado uma evolução
ímpar da ciência e especialmente da Odontopediatria, que compreende
uma extensa e difícil área da Odontologia. Esse tremendo
progresso deixa-nos maravilhados e, ao mesmo tempo, extremamente
preocupados, tanto no sentido da atualização quanto na responsabilidade
de transmitir aos nossos alunos e colegas os avanços, sem
que tenhamos a pretensão de nos adiantarmos à comprovação científica,
hoje tão bem estabelecida pelos grupos da MacMaster University
(Canadá) e de Oxford (Inglaterra) que estudam e guiam os trabalhos
de pesquisa embasados cientificamente. Atualmente, esses conceitos
estão bem estabelecidos tanto na Medicina quanto na Odontologia

A Odontologia baseada em evidências já é um fato a ser
considerado, pois sua prática tornou-se mais complexa e desafiadora
nas últimas décadas. A necessidade de informações confiáveis e a revolução
eletrônica uniram-se para permitirem uma mudança radical
de pensamentos e deduções. As informações baseadas em evidências
fecharam um espaço existente entre as pesquisas clínicas e a prática
real da Odontologia em suas diversas áreas. Dessa forma, estão sendo
constantemente transmitidos conhecimentos novos, embasados
cientificamente, o que permite ao profissional clínico interpretar e
aplicar os achados das pesquisas em benefício dos seus pacientes.
Os avanços conceituais e técnicos sobre cárie não ficaram à
margem de todo esse progresso. Como atuamos diretamente na
Odontopediatria e na Cariologia, temos tentado acompanhar, com
muito interesse, o ritmo frenético de evolução das novidades. Muitos
trabalhos de revisão sistemática da literatura têm sido publicados
e pesquisas clínicas randomizadas controladas
realizadas
in vivo,
in vitro
e in situ. São numerosíssimos os artigos publicados na lite
ratura nacional e internacional. Portanto, cabe dentro dos conceitos
da Odontologia embasada cientificamente fazer-se uma seleção dos
trabalhos, filtrando aqueles que realmente atendem a esses conceitos.
Assim, aceitamos o desafio de, em um espaço limitado, transmitir
de uma forma compilada, as informações mais recentes que
tivemos a oportunidade de ler e aprender. Espero poder acrescentar
um pouco mais para aqueles que trabalham em uma área difícil e
complexa como a Ortodontia, sendo que não lhes caberia mais tempo
e trabalho para a atualização em outras.





Imagem:Google



domingo, 10 de junho de 2012

Forças intermitentes podem ser convenientes no tratamento ortodôntico



Por Alberto Consolaro








Interromper a ação de uma força ortodôntica contí-
nua e dissipante para novamente aplicá-la nos mesmos
dentes, depois de um período de tempo, pode ser necessário e/ou inevitável, mas também pode ser optativo.
Em casos de traumatismos, quebras de aparelhos fixos, descolagem e outros tipos de acidentes é inevitá-
vel que por, pelo menos, alguns minutos, horas ou até
dias ocorra a interrupção da força contínua, constante
ou dissipante. Em casos de problemas periodontais,
alterações endodônticas, fraturas coronárias e outras
situações, em que para o profissional atuar deve-se remover o aparelho ou desativar a força aplicada, a interrupção é necessária.
 Os aparelhos ortodônticos podem ser removíveis
e o seu uso, contínuo ou intermitentemente, interrompido. Se isto pode melhorar ou dificultar a movimentação dentária, quanto à velocidade e redução da
freqüência de reabsorções dentárias, ainda é objeto de
muita discussão e controvérsia.
Nos aparelhos fixos, o uso de elásticos e de miniimplantes propicia a oportunidade de aplicar forças
contínuas que podem sofrer períodos de interrupção,
sem a remoção dos mesmos. Estas interrupções são
freqüentemente denominadas períodos de inativação
ou de repouso.
Há alguns anos, atrás o uso de aparelhos extrabucais era generalizado e os períodos de inativação das
forças eram comuns, quando removidos para atividades escolares e lazer. A colaboração do paciente era
fundamental, mas muitas vezes não era obtida.
Na atualidade, na finalização dos casos clínicos, a
ancoragem temporária pode ser feita na intercuspida-
ção com o uso alternado de elásticos intermaxilares
nos dentes antagonistas.
Nas primeiras horas da movimentação induzida,
em condições clínicas de movimentos de inclinação,
o deslocamento dentário pode ser até de 0,9mm, mas
isto ocorre pela compressão do ligamento periodontal,
pela rotação radicular no alvéolo e pela deflexão óssea

. Mas algumas dúvidas ainda persistem:

* Quanto tempo demora para o osso alveolar ser
reabsorvido pelas células ósseas e sua morfologia mudar e situar o dente em uma posição nova e estável?
* Qual o intervalo de tempo em que uma força
contínua dissipante pode ser reaplicada no mesmo
dente, com o mínimo dano à raiz, ligamento periodontal e osso alveolar?
*
Estas repetidas aplicações de forças e períodos
de interrupção promoveriam reabsorções radiculares?

Em  syllabus de 1975, Andrews
sugeriu um período mínimo de 10h para ativar a reabsorção óssea pelos clastos na superfície do alvéolo, durante a movimentação dentária induzida sob forças constantes.
A eliminação do estresse mecânico pela suspensão da
força, mesmo após um curto período de tempo, seria suficiente para interromper a atividade clástica. Forças intermitentes podem ser convenientes no tratamento ortodôntico

Uma nova aplicação de forças requeriria uma retomada
do processo desde o seu início.

A “teoria das 10 horas” formulada por Andrews
determinou clinicamente a necessidade do uso contí-
nuo de aparelhos ortodônticos removíveis, se o objetivo fosse a movimentação dentária. Por outro lado,
a teoria das 10h dá suporte à ancoragem temporária
na intercuspidação, como o uso alternado de elásticos
intermaxilares nos dentes antagonistas na finalização
de casos clínicos, movimentando apenas os dentes de
interesse, sem efeitos colaterais indesejáveis nos demais dentes que não se quer movimentar.
O tempo de 10h estabelecido por Andrews
 se aproxima do observado por Roberts et al., que preconizaram
a utilização do aparelho extrabucal entre 10 e 12h para
a manutenção da ancoragem e um mínimo de 12h para
desencadear a resposta biológica capaz de promover
a movimentação dentária satisfatória. Uma condição
favorável de neoformação e reabsorção requer alguns
dias de força contínua dissipante para que os osteoblastos e clastos adquiram condições máximas de fun-
ção. Do início da histogênese do osteoblastos, quando
passa da fase de pré-osteoblastos, até sua maturação,
são necessários aproximadamente 72h. Os clastos por
sua vez, em um espaço periodontal sob estresse, alcan-
çam sua função máxima por volta de 48h.
Apesar de amplamente difundida, a “teoria das 10
horas” só foi microscopicamente estudada em 1996,
quando Cuoghi, em sua tese de doutorado em macacos, quantificou a movimentação dentária nas primeiras
24h e estudou microscopicamente os fenômenos teciduais induzidos, para esclarecer a conveniência do uso
clínico de forças contínuas ou intermitentes. Sob força
contínua dissipante analisou-se a movimentação depois
de 5, 10, 15, 20 e 25h. Na situação de força contínua intermitente os períodos foram: 10h de força com 5h de
repouso, 10hF/10hR, 10hF/5hR/5hF e 10hF/5hR/10hF.
Os resultados nas primeiras 25 horas revelaram que:

a) a movimentação dentária induzida atingiu seu
pico máximo após 10h de força contínua dissipante;
b) nos períodos de 10, 15, 20 e 25h as movimentações dentárias não apresentaram diferenças significantes, pois permaneceram no mesmo patamar das
10h de movimentação;
c) as forças contínuas sem períodos de repouso
proporcionaram maiores movimentações. Após 10h de
força contínua dissipante e repouso de 5h, a quantidade de movimentação foi menor nas reativações em
períodos de 5 e 10h de força.

As conclusões foram:

1. Para uma movimentação dentária efetiva, as
forças devem ser contínuas. Os períodos de repouso
devem ser mínimos e a interrupção da força não favorece a movimentação dentária;
2. Nas primeiras 20h, microscopicamente sem
alterações ósseas, a movimentação ocorreu pela compressão do ligamento e pela deflexão óssea e não pela
ação de células clásticas e conseqüente reabsorção óssea alveolar;
3. A deflexão óssea nos lados de pressão e tensão
está intimamente relacionada com a pressão radicular
e o estiramento das fibras periodontais.

A falta de movimentação dentária induzida, com
base na reabsorção óssea nas primeiras 20 horas, revela
que a interrupção das forças pode ser conveniente clinicamente na ancoragem temporária, como na intercuspidação, com uso alternado de elásticos intermaxilares nos dentes antagonistas, facilitando a finalização
de casos clínicos. Os dentes utilizados na ancoragem
durante a intercuspidação voltam a sua posição original, pois o seu movimento baseou-se exclusivamente
na compressão periodontal e na deflexão óssea. A mobilização celular e tecidual para iniciar esta movimentação requer um período muito maior que 10 horas.
Outro enfoque sobre as forças contínuas ou intermitentes está na observação que o emprego de forças
descontínuas promoveu menor freqüência de reabsor-
ções radiculares em pré-molares humanos movimentados por 9 semanas

. Em um dos lados, a força aplicada com elásticos foi contínua por 24h/dia, no outro a
força era aplicada a cada 12h.


Leia aqui:
http://www.dentalpress.com.br/cms/wp-content/uploads/2008/04/controversia_v5n5.pdf
Imagem: Google

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Metade dos casos de dor de cabeça está ligada à mandíbula





A dor é na cabeça, mas a causa pode estar na boca, ou melhor, na mandíbula. Especialistas estimam que 50% das cefaleias estejam ligadas a distúrbios da ATM (articulação temporomandibular).

Esses problemas podem causar dores de cabeça, às vezes confundidas com enxaqueca. E o caminho até o diagnóstico pode ser longo.

Segundo o dentista Paulo Conti, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP de Bauru, poucas pessoas associam a dor de cabeça à mandíbula.

Mesmo assim, um terço da população tem pelo menos um dos sintomas do distúrbio, como dor, estalo ou dificuldade para abrir a boca.

"Muitas vezes nem os médicos fazem essa associação. O paciente chega ao consultório do neurologista com dor e ele não imagina que o problema possa estar na ATM."

Ele preside a SBDOF (Sociedade Brasileira de Disfunções Temporomandibulares e Dor Orofacial), criada por ele há alguns meses para dar orientações sobre a ATM.

De acordo com o dentista Rodrigo Bueno, consultor científico da ABO (Associação Brasileira de Odontologia), a diferença entre a dor de cabeça da ATM e a da enxaqueca está na localização.

"A dor causada pelos distúrbios da ATM está mais na região lateral. E é tão aguda que a pessoa fica em dúvida se o incômodo é na cabeça, no ouvido ou nos dois."

Foi graças à dor de ouvido que a professora Marisa Rogati, 56, de São Paulo, descobriu, há dois anos, a causa de sua dor de cabeça, com a qual conviveu por quase 20 anos.

O otorrino disse que poderia ser algo relacionado à ATM, e a ortodontista confirmou a suspeita. "Nunca imaginei que a dor pudesse ter algo a ver com os dentes."

Desde os 35 anos, ela acordava com fortes dores de cabeça. "Achava que era o travesseiro. Saía um modelo novo e eu comprava." Como tratamento, usou aparelho ortodôntico por cerca de um ano.



DOSE DUPLA

Segundo a ortodontista Leda Losso, os problemas de ATM podem vir junto com a enxaqueca. "Mas solucionar os distúrbios da ATM já faz com que a pessoa lide melhor com a enxaqueca."

É o caso de Julieta Anazetti, 58, que tem enxaqueca desde criança, assim como outros membros da família.

"Depois dos 38 anos, as crises ficaram mais fortes e aconteciam de madrugada."

Julieta travava a boca ao ficar tensa, o que desencadeou os distúrbios da ATM. Hoje, usa uma placa no céu da boca que a impede de pressionar os dentes. O tratamento acabou com as dores na ATM e melhorou a enxaqueca.

"Em 20 anos fiz muitas tomografias e ressonâncias magnéticas e tomei remédios. Fui a vários médicos, que nunca suspeitaram da ATM."


Para quem convive com fortes dores de cabeça, o ideal, segundo Losso, é consultar também um ortodontista.








Fonte:Folha.com

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Pesquisa avalia DTM em crianças e adolescentes






   PARA COMPREENDER OS FATORES ETIOLÓGICOS E OS EFEITOS DO CONTROLE DESTA CONDIÇÃO NA QUALIDADE DE VIDA DESTES INDIVÍDUOS,NOVOS ESTUDOS DEVEM SER REALIZADOS.


Uma tese de doutorado sobre fatores associados à qualidade de vida na saúde bucal,mostrou que alunos ,na faixa etária de 8 a 14 anos,podem estar sendo afetados por sintomas de disfunção têmporo mandibular (DTM).O estudo ainda constatou que os fatores emocionais,como ansiedade e depressão,medidos por meio de qustionários,interferiram na qualidade de vida dos avaliados.

A conclusão da pesquisadorafoi a de que a avaliação e o diagnóstico  precoce da DTM propiciam evitar maiores comprometimento na fase adulta.

Consequências da DTM,antes,durante ou após a faixa etária apresentada são agravamento do padrão funcional modificado e das alterações morfológicas do sistema estomatognático,com a quebra do equilíbrio oclusal.


ALÉM DE EFEITO,ESPECIALISTAS TAMBÉM APONTA FATORES PSICOSSOCIAIS E COMPORTAMENTAIS COMO CAUSA DA DTM

Fatores psicossociais e comportamentais também se fazem importantes na gênese  desses sintomas de DTM.Processos de DTM ,que incluem dores na região da musculatura mastigatória,na ATM,limitação de abertura de boca etc.,considerados síndromes funcionais,são muito comparáveis hoje a doenças como fibromialgia,a cefaleia tensional e a síndrome do intestino irritável.As reações biológicas,sistêmicas do nosso organismo,o estresse e a depressão alteram uma série de receptores que fazem com quem o organismo se manifeste com dor.Isso é muito interessante do ponto de vista da gênese da DTM.

Nesta faixa etária,pela própria estatística mundial,aind anão é tão severa.O aconselhamento e a mudança comportamental é o segredo.

Atualmente as crianças vivem num ritmo alucinado,aficionados por vídeo game,por computador,cheias de compromissos,como aula de inglês e outras atividades extra curriculares,o que gera,por exemplo,uma piora na qualidade do sono,desencadeia problemas de ansiedade etc., interferindo no próprio ritmo de contração muscular,de sobrecarga ao sistema,o que pode acarretar dores e problemas futuros.
Esse ritmo de vida agitado,se mantido,pode ser que na idade adulta o impacto seja muito maior,levando a algum tipo de lesão direta na ATM e a dores mais crônicas.
Nosso organismo possui um processo chamado autorregulação do sistema trigeminal,do nervo trigêmio,que modula essas dores de DTM,de cabeça,enxaqueca,entre outras.
Para que o sistema responda de uma maneira benéfica a essa sobrecarga,a pessoa deve aprender a se policiar,evitar roer unha,apertar os dentes,dormir de forma adequada e pelo tempo adequado,praticar exercícios aeróbicos.Tudo isso sem a necessidade de medicamento,porque é uam etapa em que ainda não há lesões teciduais e nem alterações neuronais no sistema nervoso central de dor crônica.







Fonte:Jornal APCD maio/2012

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sorriso Gengival









O chamado “sorriso gengival” corresponde a uma desarmonia na estética da face, na qual ocorre uma exposição excessiva de gengiva durante o sorriso. Em casos mais brandos, quando o paciente apresenta dentes aparentemente curtos, procedimentos cirúrgicos simples, com remoção do excesso de gengiva podem solucionar o problema. Entretanto, esta solução freqüentemente não é possível, uma vez que o problema do paciente é o excesso vertical maxilar. Assim, a simples remoção de gengiva poderia deixar os dentes muito longos, e esteticamente inaceitáveis. 

Cumpre ressaltar que o problema do excesso vertical da maxila compromete mais que a estética da face. Em pacientes com sorriso gengival, a arcada dentária está localizada em uma posição mais baixa que a normal ou fisiológica. Desta forma, o contato ente os dentes se dá antes do fechamento adequado da mandíbula, causando uma aparência de retrusão do queixo, além de comprometer a estabilidade da articulação têmporo-mandibular, podendo gerar cliques e estalidos, além de dor facial. Ocorre ainda, a falta de selamento entre os lábios, predispondo a problemas respiratórios.

A Cirurgia Ortognática corrige o excesso vertical da maxila, aprimorando a estética do sorriso, a respiração e a função do sistema mastigatório.





 Pode ser tratado pela gengivectomia ( espécie de cirurgia plástica da gengiva), e a aplicação de toxina botulínica, dependendo da causa.
Se a gengiva ficar muito exposta por excesso de contração do músculo que eleva o lábio superior, a toxina botulínica é a melhor opção. É um tratamento pouco invasivo e o resultado aparece em torno de três dias. Dura 6 meses.
A toxina botulínica do tipo-A é um agente biológico obtido laboratorialmente, sendo uma substância cristalina estável, liofilizada em albumina humana e apresentada em frasco a vácuoestéril, para ser diluída em solução salina.A TBA é produzida naturalmente pelo Clostridium botulinum, uma bactéria anaeróbia, que produz oito tipos sorológicos de toxina, sendo a do tipo-A a mais potente e por isto utilizadaclinicamente.

Funcionando como um relaxante muscular local, conseguimos, com sua aplicação, uma dimunuição na potencia muscular do músculo levantador do orbicular da boca. Sucesso garantido e satisfação plena do paciente.







Nesse link,mais sobre o assunto


www.scielo.br/scielo.php?pid=S2176-94512011000200016&script=sci_arttext

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-94512010000200006






sexta-feira, 4 de maio de 2012

Como escovar os dentes usando aparelho






 
     



     
 

Erosão Ácida









O Século XX assistiu a grandes avanços na medicina dentária e na saúde oral. As cáries e as doenças periodontais têm sido controladas, hoje em dia poucos dentes são restaurados ou extraídos e a longevidade da dentição natural tem sido prolongada para muitas mais pessoas. Uma melhor higiene oral e dietas mais saudáveis têm sido os principais factores a contribuír para este facto - óptimas notícias para a saúde pública e para a qualidade de vida das pessoas.

Contudo, os médicos dentistas estão agora a observar um paradoxo: estes dentes saudáveis e duradouros estão cada vez mais a mostrar sinais de desgaste. Na Europa, a causa principal segundo os dentistas, é a erosão ácida.

A erosão ácida está fortemente ligada ao consumo de bebidas e alimentos ácidos. Estes desmineralizam e amolecem a superfície do dente, tornando-o mais susceptível à abrasão, especialmente através da escovagem.

Nas suas primeiras fases, o desgaste dentário parece inofensivo. Contudo, ao progredir o desgaste dentário pode resultar na hipersensibilidade da dentina, perda da forma e da cor do dente e pode necessitar de uma intervenção restaurativa complexa. Muitas pessoas permanecem ainda alheias às consequências do desgaste dentário e desconhecem as medidas que podem ser tomadas para proteger os dentes deste processo lento e insidioso.

No seminário 2005 FDI World Dental Congress, especialistas internacionais reveram a prevalência, etiologia, fisiopatologia e tratamento do desgaste dentário em frente a um público recorde de mais de 900 dentistas. Todos concordaram que a erosão ácida está a tornar-se um problema significativo.











Causas

A sensibilização para o desgaste dentário tem aumentado ao longo dos últimos anos, em grande parte devido aos avanços na dieta e na saúde oral.

1. Os dentes estão a durar mais tempo

O maior sucesso da medicina dentária no controlo das cáries e das doenças periodontais tem aumentado a longevidade da dentição natural. Dentes saudáveis e não restaurados estão expostos por muito tempo aos processos de desgaste de cada dia.

2. O paradoxo da dieta saudável


As dietas modernas incluem normalmente alimentos com muita acidez. A maior parte das frutas, sumos de fruta e bebidas com carbonatos – incluindo as variantes sem açúcar – têm um pH muito baixo, suficiente para amolecer e desmineralizar a superfície do esmalte até valores de pH de 5.5 aproximadamente ou inferiores, e a dentina valores de pH de 6.5 ou inferiores, dependendo de outros factores como a acidez titulável, o cálcio, fosfato e fluoreto

Enquanto que o aumento do consumo destas alternativas ‘saudáveis’ pode ter benefícios para a saúde, o seu impacto nos dentes pode ser menos bem-vindo.

O ácido amolece temporáriamente a superfície do esmalte. É um processo normalmente atenuado pela acção natural da saliva, devido à presença de cálcio, mas o contacto frequente ou prolongado do ácido deixa pouco tempo para a remineralização. Neste estado enfraquecido, o esmalte está propenso ao desgaste da acção abrasiva da pasta de dentes e da escovagem. Os dentistas estão a ver um aumento de lesões cervicais não cariadas e outros sinais de erosão-abrasão que parecem estar ligados a este processo.

Outras causas de perda de superfície dentária, que podem estar presentes em conjunto com as causas mencionadas, incluem o bruxismo, escovagem exagerada, regurgitação, fumar de cachimbo e a doença de refluxo gastro-esofágico (GERD). (4)










Sinais e diagnóstico

Todas as pessoas que têm dentes naturais podem desenvolver alguns sinais de desgaste dentário, mas muitos pacientes desconhecem o que lhes pode acontecer até que atinge uma fase avançada.

Hoje em dia, a erosão dentária normalmente só alcança um diagnóstico inicial quando a medicina dentária restaurativa é indicada. Melhorar o reconhecimento dos primeiros sinais e sintomas é fundamental para serem tomadas medidas preventivas.

A fisiopatologia da erosão ácida


Primeiros Sintomas


1.Brilho e textura  A superfície dentária perde o seu brilho e textura, tornando-se macia à medida que o esmalte é desgastado.

2.Cor  Os dentes tornam-se amarelados à medida que o esmalte vai diminuindo de espessura, sobressaindo a cor amarela da dentina subjacente.

3.Translucência  Os bordos incisais tornam-se mais finos, fazendo com que o dente pareça mais translúcido.

4.Estrutura  Surgem pequenos traços de fractura ou facturas nos bordos incisais fragilizados devido à menor espessura dentária.

  Fases avançadas 


5.Forma  As restaurações podem parecer em sobreoclusão. Surgem lesões cuneiformes na zona cervical e as superfícies oclusais tornam-se escavadas.

Em qualquer fase da erosão dentária, a hipersensibilidade da dentina pode ocorrer. Esta pode manifestar-se desde pequenas pontadas de dor durante o consumo de alimentos quentes, frios ou doces, a sensibilidade contínua provocada pelo mais pequeno estímulo. A sensibilidade ocasional pode não ser reportada pelo paciente durante os exames de rotina.





Prevenção

A intervenção inicial é a chave. O aumento da vigilância durante os exames de rotina e um estilo de vida prudente podem atrasar a progressão dos sintomas.

Por serem várias as suas causas potenciais, as opções para lidar com o desgaste dentário devem ser adequadas ás circunstâncias de cada indivíduo. Pergunte ao paciente se costuma reter bebidas gasosas na boca através dos dentes ou chupar frutos durante períodos longos. Pergunte sobre os hábitos de escovagem dos dentes e possíveis perturbações gástricas relacionadas com azia (refluxo esofágico).

Uma vez feito o exame clínico para identificar os factores chave e um diagnóstico diferencial de erosão ácida, inclua nas recomendações:


•Reduzir ou eliminar o consumo de bebidas carbonadas 
•Deixar de reter alimentos ácidos e bebidas ácidas na boca 
•Mascar pastilhas ou chupar rebuçados sem açúcar após uma refeição ácida, para estimular a saliva e proteger o esmalte 
•Espere pelo menos uma hora, após o consumo de bebidas ou alimentos ácidos, até escovar os dentes 
•Escove os dentes com uma escova suave, utilizando um dentífrico pouco abrasivo, com pouca acidez e com muito flúor

O desgaste dentário está associado à escolha do estilo de vida, e nós na GlaxoSmithKline acreditamos que a educação é vital para manter uma boa saúde oral.

 Fonte:  erosaoacida.com é um contributo para esse processo, e esperamos que a sua mensagem seja discutida largamente pelos profissionais de saúde.
Imagens.Google





Refrigerantes: Um Problema para os Dentes







Os refrigerantes são uma das fontes mais importantes de cárie dental presentes na dieta.




Nas diversas regiões do Brasil, as pessoas usam palavras diferentes para identificar um refresco adocicado e gaseificado — o refrigerante. Porém, não importa o nome que se use, trata-se de algo que pode provocar sérios problemas de saúde bucal.


Os refrigerantes destacam-se como uma das fontes mais importantes de cárie dental presentes na dieta, atingindo pessoas de todas as idades. Ácidos e subprodutos acidíferos do açúcar presente nos refrigerantes desmineralizam o esmalte dental, contribuindo para a formação das cáries. Em casos extremos, o esmalte desmineralizado combinado com escovação inadequada, bruxismo (hábito de ranger os dentes) ou outros fatores pode levar à perda dental.


Bebidas sem açúcar, que respondem por apenas 14 porcento do consumo total de refrigerantes, são menos prejudiciais. Entretanto, elas são acidíferas e têm potencial para causar problemas.



Está-se Bebendo Cada Vez Mais

O consumo de refrigerantes nos Estados Unidos aumentou drasticamente em todos os grupos demográficos, especialmente entre crianças e adolescentes. O problema é tão grave que autoridades de saúde como a American Academy of Pediatrics começou a alertar sobre os perigos.

Quantas crianças em idade escolar bebem refrigerantes? Estimativas variam de uma em cada duas à quatro em cada cinco consumindo pelo menos um refrigerante por dia. Pelo menos uma em cada cinco crianças consome um mínimo de quatro porções por dia.2

Alguns adolescentes chegam a beber 12 refrigerantes por dia.

Porções maiores agravam o problema. De 180 ml na década de 80, o tamanho do refrigerante aumentou para 570 ml na década de 90.

Crianças e adolescentes não são as únicas pessoas em risco. O consumo prolongado de refrigerantes tem um efeito cumulativo no esmalte dental. Conforme as pessoas vivem mais, mais pessoas terão probabilidade de apresentar problemas.



O Que Fazer

Crianças, adolescentes e adultos podem se beneficiar com a redução do número de refrigerantes que consomem, e também com as terapias bucais disponíveis. Eis algumas medidas que você pode tomar:

- Substitua o refrigerante por bebidas diferentes: Tenha na geladeira bebidas que contenham menos açúcar e ácido, como água, leite e suco de fruta 100% natural. Ingira essas bebidas e estimule seus filhos a fazer o mesmo.
- Enxágüe a boca com água: Depois de consumir um refrigerante, faça um bochecho com água para remover vestígios da bebida que possam prolongar o tempo que o esmalte fica exposto aos ácidos.
- Use creme dental e solução para bochecho com flúor: O flúor reduz as cáries e fortalece o esmalte dental, portanto escove com um creme dental que contenha flúor, como o Colgate Total® 12. Fazer bochechos com uma solução com flúor também pode ajudar. Seu dentista pode recomendar um enxaguatório bucal que você compra na farmácia ou supermercado ou prescrever um mais concentrado dependendo da gravidade do seu problema. Ele também pode prescrever um creme dental com maior concentração de flúor.
- Faça aplicação de flúor com o profissional: Seu dentista pode aplicar flúor na forma de espuma, gel ou solução.Os refrigerantes são implacáveis com seus dentes. Reduzindo a quantidade que você ingere, praticando uma boa higiene bucal e buscando ajuda com seu dentista e higienista, você pode neutralizar seus efeitos e usufruir de uma saúde bucal melhor.