domingo, 22 de janeiro de 2012
CÂNCER DE BOCA ATINGE QUASE 15 MIL
Os principais fatores de risco são o fumo,a ingestão de bebidas alcoólicas e contaminação pelo vírus HPV,contraído nas relações sexuais.Diagnóstico precoce deve fazer parte da campanha global.ABO Nacional cumpre seu papel social informando corretamente a população sobre a importância dessa medida.
O câncer de boca atingiu em 2010 14.120 pessoas,sendo 10.330 homens e 3.790 mulheres,segundo INCA.
Por causa da doença,os pacientes têm diversas partes do rosto atingidas - incluindo olhos,bochechas e orelhas - o que só pode ser revertido com a retirada das áreas comprometidas e o implante de próteses e tecidos.
A melhor forma de evitar é a prática de hábitos saudáveis,aliada ao autoexame da boca,o que pode ser feito diante de um espelho.Ao menor sinal de alteração na mucosa bucal,deve s procurar orientação médica ou odontológica.
AUTOEXAME DEVE SER CAMPANHA GLOBAL
O CD é um dos profissionais de saúde que tem condições de diagnosticar precocemente a doença,e também ensinar corretamente a seus pacientes como fazer o autoexame ou encaminhá-lo ao serviço especializado.
É importante detectar a doença nas fases iniciais,pois a maior parte das pessoas- cerca de 80% - só descobre o câncer de boca nas fases avançadas,o que dificulta o tratamento.A taxa de mortalidade do câncer de boca gira em torno de 13%,considerada alta para os padrões da doença.
CONSCIENTIZE SEUS PACIENTES
* Durante o autoexame,deve-se procurar por sinais como feridas,que não desaparecem,nódulos ou caroços,dor persistente na boca,manchas brancas,vermelhas ou roxas dentro da boca.
* Dificuldade para mastigar,engolir ou mexer a língua.
* Inchaço ou dor no maxilar,dor constante na orelha,sangramento na boca,rouquidão.
sábado, 21 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
MARKETING no consultório!Qualidade em serviços.Eu tenho qualidade?
Na odontologia,durante toda a faculdade e até depois dela,nos preparamos para entregar o básico,o fim ou seja,atender à necessidade estética e funcional que as pessoas têm em relação aos seus dentes.Porém cada grupo de pessoas espera que esta entrega seja feita de uma forma diferente,uns esperam rapidez,outros conforto,outros procuram status,alguns desejam sofisticação,outros preços e condições de pagamento e por aí vaí...
Assim,os serviços odontológicos tornam-se diferentes uns dos outros muito mais no COMO são entregues,do que no O QUE se entrega, já que dificilmente um cliente consegue julgar a qualidade básica,um material,uma técnica ou a capacidade e habilidade do cirurgião-dentista.Porém,consegue,e com muita facilidade,avaliar a rapidez,atenção,empatia,conforto,capacidade de comunicação,sofisticação e etc.
BUSCANDO QUALIDADE
* Conheça tecnicamente os seus serviços e adquira habilidade para entregá-los (Qualificação Técnica);
* Identifique ou selecione um grupo de pessoas que se sinta mais apto a entregar seus serviços e que seja financeiramente interessante para trabalhar ( segmento de mercado);
* Avalie os desejos deste grupo,quais seus valores,e COMO ele espera que o serviço seja entregue ( Pesquisas);
*Desenvolva formas de comunicação interna (Evidências físicas,Processos e Pessoas) e externa ( Promoção),para que este grupo PERCEBA estes elementos dentro da organização.
* Monitore frquentemente os clientes,identificando pontos a serem melhorados ou desenvolvidos,gerando assim,a fidelização do grupo e sua consequente indicação.
Ricardo Lenzi
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
OSTEOPOROSE E SAÚDE BUCAL

A doença,crônica e progressiva,também pode atingir o sistema maxilomandibular.CD tem papel importante no diagnóstico.
A osteoporose é um problema que mais afetam a população idosa em todo o mundo.As mulheres são mais vulneráveis do que os homens – estudos revelam que 56% das mulheres com 50 anos ou mais apresentam redução na densidade mineral óssea,e 16% apresentam osteporose.Nos homens na mesma faixa etária,a redução da densidade mineral atinge 18%.Mesmo parecendo lógico,ainda não existem meios de qualificar o nível de osteopenia ou osteoporose que é representativo para a saúde bucal e para os protocolos de tratamento da Odontologia.
Ao mesmo tempo,as crescentes pesquisas sobre o tema são promissoras e já permitem estipular metodologias de trabalho clínico que melhorem as condições para que os profissionais da Odontologia lidem com esses casos e aumentem suas perspectivas de sucesso nas intervenções junto desses pacientes.
Estudo feito pela CD Karina G Zecchin,FOP,mostra que a osteoporose é um fator que retarda a regeneração do osso na maxila de paciente quem passa por implante dentário.O estudo revela ainda que a abordagem terapêutica deve ser de forma diferenciada com pessoas que possuem osteoporose.
O CD tratando a osteoporose
A osteoporose,por ser uma doença metabólica crônica e progressiva que altera a integridade estrutural do osso,pode afetar a densidade mineral de diversas partes do corpo,inclusive do sistema maxilomandibular.
A reabsorção óssea dos maxilares influencia diretamente na fixação dos dentes junto à mandíbula.Um grau severo de perda na densidade óssea pode levar à perda de dentes naturais e dificultar a fixação de próteses e implantes.Os sinais mais comuns aos quais o CD deve estar atento são a reabsorção óssea alveolar,sem que haja motivo local para causá-las.A literatura odontológica aponta dois tipos:a tipo I Primária,que acontece após a menopausa e que leva à intensa reabsorção óssea;e a tipo II Primária,caracterizada por uma menor formação óssea.
A queda dos dentes naturais e dores na gengiva,em muitos casos,podem ser sintomas da osteoporose.O profissional da Odontologia deve prestar muita atenção a esses sintomas,pois a osteporose dificilmente é diagnosticada,a não ser que haja alguma fratura.A ocorrência de dentes frágeis e dificuldade na fixação de próteses e implantes pode ser um sinal de que há algo errado.Por isso,o profissional precisa estar atento à idade do paciente e aos relatos de elementos dentários,a fim de evitar agravamento de doenças periodontais e possibilidade de fraturas por deficiência de massa óssea.Associe-se com médico.
Opções para aumentar a quantidade e qualidade do osso antes de um implante,que vão desde o revestimento do titânio do implante com hidroxiapatita até o enxerto de osso bovino liofilizado ou polietileno poroso na área,entre outras.O CD deve avaliar clínica e radiograficamente a possobilidade de fazer implante no local desejado.É fundamental que a osteoporose do corpo não prejudique a saúde bucal do paciente.Para isso,o CD deve indicar alguns cuidados,além de acompanhá-lo e realizar exames radiográfico de rotina,como:
· Eliminação do cigarro e álcool.
· Prática de exercícios físicos,de preferência ao ar livre,em horários que dispensem o uso de protetor solar para facilitar a absorção de vitamina D.
· Ingestão de alimentos ricos em minerais.
· Diminuição do uso de açúcar.
Dente, menstruação e até gordurinhas podem ser doados para ajudar a ciência
Os "resíduos" podem ser encaminhados para centros de pesquisa, onde são usados principalmente em estudos com células-tronco.
Essa modalidade de doação, no entanto, é quase desconhecida no Brasil. Os cientistas precisam se desdobrar para que as pesquisas não parem por falta de material.
O esforço inclui não ter vergonha de pedir para participar do parto de desconhecidos. "Uma vez, fui trocar um presente e reparei que a vendedora estava grávida. Pensei logo na minha pesquisa e falei sobre a doação", conta Patrícia Beltrão Braga, pesquisadora da USP.
"A placenta e o cordão umbilical são normalmente descartados como lixo hospitalar depois do parto", diz a cientista. "Pedimos para usar isso que já vai ser jogado fora mesmo."
Além do trabalho com placentas, o Laboratório de Células-Tronco da Faculdade de Veterinária da USP, que ela comanda, também faz pesquisas com dentes de leite. As células-tronco da polpa do dente podem ser transformadas em neurônios: um modelo perfeito para estudar doenças como o autismo.
GORDURINHAS
Outra interessada em material descartado é a geneticista Natássia Vieira, pesquisadora de Harvard e da USP que vasculha o tecido adiposo em busca da cura para doenças degenerativas, como a distrofia muscular.
Em meio à gordurinha do abdome e do culote, escondem-se células-tronco com poderosa ação regeneradora.
"Quando explicamos a pesquisa, a maioria das pessoas doa. Infelizmente, ainda tem gente que parece ter apego à célula e que acha que vamos usar o material recolhido para fazer um clone", brinca a pesquisadora.
No Centro de Estudos do Genoma Humano, onde é feito esse trabalho, há muito mais células que interessam aos cientistas.
Em busca de células-tronco mesenquimais, a dupla Marcos Valadares e Mayra Vitor Pelatti tem o difícil trabalho de convencer mulheres a doar seu sangue menstrual.
Os pesquisadores garantem que o processo é simples. "É só usar um coletor menstrual, que é um copinho, por duas ou três horas e depois colocar o sangue em um pote com antibiótico que nós fornecemos. Não é tão diferente de usar um absorvente interno", diz Pelatti.
COMO DOAR
Em geral, os laboratórios têm os contatos e as informações básicas em seus sites . Muitas vezes, é enviado ao doador um kit com material. É preciso assinar um documento autorizando a doação.
Com cordão umbilical e placenta, os pesquisadores precisam ser informados da previsão do parto para ficar de plantão, uma vez que a coleta precisa ser feita até uma hora após o nascimento.
Os cientistas costumam ter parcerias com hospitais. Mas eles reafirmam a importância do doador individual.
"A pesquisa só acontece porque as pessoas doam, isso é um ato de amor e solidariedade", define Braga.
GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
Dentes de leite, restos de placenta, sangue menstrual e até gordura da barriga podem ser entregues à ciência para ajudar na busca de tratamentos para problemas tão variados quanto autismo e doenças degenerativas.DE SÃO PAULO
Os "resíduos" podem ser encaminhados para centros de pesquisa, onde são usados principalmente em estudos com células-tronco.
Essa modalidade de doação, no entanto, é quase desconhecida no Brasil. Os cientistas precisam se desdobrar para que as pesquisas não parem por falta de material.
O esforço inclui não ter vergonha de pedir para participar do parto de desconhecidos. "Uma vez, fui trocar um presente e reparei que a vendedora estava grávida. Pensei logo na minha pesquisa e falei sobre a doação", conta Patrícia Beltrão Braga, pesquisadora da USP.
"A placenta e o cordão umbilical são normalmente descartados como lixo hospitalar depois do parto", diz a cientista. "Pedimos para usar isso que já vai ser jogado fora mesmo."
Além do trabalho com placentas, o Laboratório de Células-Tronco da Faculdade de Veterinária da USP, que ela comanda, também faz pesquisas com dentes de leite. As células-tronco da polpa do dente podem ser transformadas em neurônios: um modelo perfeito para estudar doenças como o autismo.
GORDURINHAS
Outra interessada em material descartado é a geneticista Natássia Vieira, pesquisadora de Harvard e da USP que vasculha o tecido adiposo em busca da cura para doenças degenerativas, como a distrofia muscular.
Em meio à gordurinha do abdome e do culote, escondem-se células-tronco com poderosa ação regeneradora.
"Quando explicamos a pesquisa, a maioria das pessoas doa. Infelizmente, ainda tem gente que parece ter apego à célula e que acha que vamos usar o material recolhido para fazer um clone", brinca a pesquisadora.
No Centro de Estudos do Genoma Humano, onde é feito esse trabalho, há muito mais células que interessam aos cientistas.
Em busca de células-tronco mesenquimais, a dupla Marcos Valadares e Mayra Vitor Pelatti tem o difícil trabalho de convencer mulheres a doar seu sangue menstrual.
Os pesquisadores garantem que o processo é simples. "É só usar um coletor menstrual, que é um copinho, por duas ou três horas e depois colocar o sangue em um pote com antibiótico que nós fornecemos. Não é tão diferente de usar um absorvente interno", diz Pelatti.
COMO DOAR
Em geral, os laboratórios têm os contatos e as informações básicas em seus sites . Muitas vezes, é enviado ao doador um kit com material. É preciso assinar um documento autorizando a doação.
Com cordão umbilical e placenta, os pesquisadores precisam ser informados da previsão do parto para ficar de plantão, uma vez que a coleta precisa ser feita até uma hora após o nascimento.
Os cientistas costumam ter parcerias com hospitais. Mas eles reafirmam a importância do doador individual.
"A pesquisa só acontece porque as pessoas doam, isso é um ato de amor e solidariedade", define Braga.
sábado, 14 de janeiro de 2012
O que é Terapia Bioprogressiva? - Técnica de Ricketts
Será que muitos de nós, ortodontistas, saberíamos responder bem a esta pergunta? Trata-se de uma questão válida, quando se considera a grande variedade de técnicas à disposição dos profissionais da Ortodontia nos dias de hoje.
O que faz a "Técnica de Ricketts" diferente de outras formas de Tratamento Ortodôntico? Os fatores abaixo relacionados poderiam responder à essa pergunta:
1- A Terapia Bioprogressiva é antes de tudo, uma FILOSOFIA de tratamento e não apenas uma TÉCNICA. Existe, não só no DIAGNÓSTICO como também no PLANEJAMENTO do tratamento uma abordagem global, em que se considera o ser humano como "UM TODO".
2- No preparo do caso, respondemos às três perguntas básicas: "ONDE ESTA-MOS?" (diagnóstico), "PARA ONDE VAMOS?" (planejamento) e "COMO CHEGAR LÁ?" (aparatologia).
3- Esta forma de abordagem procura ampliar o diagnóstico avaliando aspectos interligados, como condição respiratória, postura de cabeça e relação côndilo-fossa, bem como a nutrição.
4- O diagnóstico e o plano de tratamento são estreitamente relacionados com a tipologia crânio-facial (Bjork), sendo que a condição da musculatura crânio-facial é um aspecto determinante.
5- O potencial de crescimento facial individual é cuidadosamente avaliado, para que se possa estabelecer objetivos claros e viáveis de tratamento. O ortodontista Bioprogressivo "COMEÇA SABENDO COMO VAI FICAR".
6- No diagnóstico, a cefalometria de Ricketts possibilita uma análise morfológica e descritiva que responde a quase todas as perguntas, atualmente complementada pela análise estrutural, buscando-se determinar o chamado "NORMAL INDIVIDUAL".
7- No planejamento, a elaboração do V.T.O. (VISUALIZAÇÃO DOS OBJETIVOS DO TRATAMENTO), que nada mais é do que um traçado hipotético feito sobre o traçado inicial, onde se projeta as modificações antecipadas devidas ao cresci-mento previsto, bem como aquelas que serão causadas pela mecânica, é de grande utilidade.
8- Uma vez que se tenha determinado esses objetivos, o tratamento é imaginado em uma seqüência lógica, que permite ir-se "destravando" a maloclusão de forma progressiva, restaurando a função normal.
9- No planejamento da mecânica, a seqüência lógica possibilita, bandagem e colagem progressivas, o que reduz o tempo clínico e facilita para o paciente.
10- As forças leves exercidas de forma contínua sobre os dentes, favorecem movimentações que se situam dentro dos limites biológicos.
11- O seccionamento da mecânica, onde os arcos são seccionados e não contínuos, é talvez o grande trunfo dessa terapia idealizada pelo Dr. Robert Ricketts, promovendo deslocamentos dentários em ótimas condições de controle de torque, sem sobrecarregar as unidades de ancoragem.
12- A utilização do "ARCO BASE" permite tratar os "Problemas Verticais" antes dos "Problemas Horizontais" (tais como as sobremordidas profundas, com overjet acentuado, onde se intrui os incisivos inferiores antes da retração dos superiores, sem interferências funcionais).
13- A liga especial (Elgiloy) dos fios utilizados, permite ajustes intra-orais eficientes, ativações que resultam em maior economia de tempo e melhor detalhamento.
14- Há vantagens no emprego de dispositivos de arcos pré-fabricados com grande economia de tempo e de trabalho.
15- O uso de tubos bucais duplos para os molares inferiores e triplos para os superiores permite várias combinações de arcos, executando-se ações simultaneamente.
16- O fio quadrado usado desde os estágios iniciais, garante perfeito controle de torque sobre todos os dentes, durante todo o tratamento.
17- Planeja-se tratar o paciente em relação à forma e ao tamanho que a face terá quando for atingida a maturidade e não apenas pensando-se em dois anos de tratamento.
18- O emprego de dispositivos auxiliares de efeito ortopédico permite que diminua ainda mais o índice de extrações, fazendo com que a Terapia Bioprogressiva de Ricketts seja uma das mais conservadoras (entre 7 a 18%), o que contrasta com técnicas que ainda hoje extraem em 80% dos casos.
Apesar de criticada como de difícil execução, a Terapia de Ricketts já se firmou no mundo inteiro, principalmente na Europa (Michel Langlade), no Japão (Yukio Kitafusa) e no Brasil, onde com apoio decisivo da "SOCIEDADE PAULISTA DE ORTODONTIA", conta com profissionais de primeira linha, que compreenderam que esta é uma terapia ortodôntica MODERNA, INTELIGENTE E SOFISTICADA.
Fonte:http://www.wwow.com.br/portal/colunas/colunas.asp?secao=1&sc=1&scol=2&id=100
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Brasil vive boom de transplante de osso
São Paulo - A busca por um sorriso perfeito tem lotado os consultórios dentários para alegria não só dos pacientes que recuperam sua autoestima, mas também dos profissionais especializados e de um novato nos bancos de tecidos, o osso. A odontologia tem sido responsável por uma explosão nos números de transplantes desse órgão que até bem pouco tempo era ignorado como alternativa de doação humana.
O volume do transplante ósseo no País saltou de 755 casos em 2005 para 23.647 em 2010. Nos primeiros nove meses de 2011, os registros chegaram a 17.609 casos, segundo a Associação Brasileira dos Transplantes de Órgãos (ABTO).
“Há uma forte procura por esse tipo de tecido para tratamento com implantes dentários”, afirma Augusto Santos, responsável pelo Banco de Tecidos do Hospital das Clínicas de São Paulo, ligado à Faculdade de Ortopedia da USP. “O transplante de ossos é oficial, como de fígado ou rim”, explica Santos. “E tem sido muito usado nos consultórios”.
O estudo da entidade mostra que a curva dos transplantes de osso dispara a partir da regulamentação da nova lei dos bancos de tecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com as modernas técnicas de aproveitamento do osso de doador humano, a oferta do tecido para a reconstrução de face e região da arcada dentária aumentou de 4,1 transplantes de osso por milhão de pacientes (pmp), naquele ano, para 123,1 pmp em 2011 (janeiro a setembro).
Profissionais
O número de dentistas credenciados pelo Ministério da Saúde, habilitados para usar material doado a Banco de Tecido, também é recorde. Em 2005 eram 22 profissionais credenciados, segundo estudo da Universidade de Medicina da USP. Esse número subiu para 402 em 2006 e foi, em 2009, para 2.653. Em 2010, o número de dentistas habilitados foi para 3.585.
O resultado do aumento da oferta de osso, da regulamentação e do incremento dos profissionais de saúde bucal foi uma avalanche de procedimentos de correção nos consultórios.
De acordo com o cirurgião bucomaxilo do Hospital das Clínicas André Caroli Rocha, os enxertos de osso humano para correção odontológica funcionam no apoio de tratamentos como os implantes que usam bases de titânio, o “ouro” da moda dos consultórios dentários.
De acordo com o cirurgião do HC, “o osso transplantado é usado para completar cavidades junto com os pinos. O material de banco de tecidos pode ser granulado ou em blocos, conforme a necessidade e a indicação de cada paciente,” explica Caroli.
Ele explica ainda que o enxerto é também usado no levantamento do maxilar e no alargamento dos ossos da parede da boca para posterior aplicação no local das bases de titânio que darão sustentação para dentes individuais, recuperando as funções de mastigação do paciente e permitindo a reparação estética. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Pablo Pereira
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